Sábado, 15 de Novembro de 2008

Hermanos

Tenho um grave problema. Ás vezes brigou, passo tempos odiando e ai um belo dia acordo perdôo e esqueço. Quando Los Hermanos estavam no auge eu simplesmente não suportava. Os fãs deles então eram totalmente insuportáveis. Faz algum tempo eu estava de bobeira na madrugada e passou um clipe deles na MTV, a música parecia falar com meus pensamentos. Parecia uma resposta ao que eu estava sentindo, uma revelação. Algumas coisas na nossa vida são feitas para determinados momentos. Algumas amizades, lugares situações não tem a mesma graça que antes. E muitas pessoas, lugares e situações que parecem não ter a mínima importância, quem sabe num futuro próximo ou distante venham a ser decisivas. É como aquela roupa que você viu linda na loja, levou para casa achou uma bosta e um bom tempo depois experimentou antes de jogar fora e ela milagrosamente ficou perfeita em você, parece que os anos escondida no armário a fez mais bela.Tive de xingar muito o Marcelo Camelo de mendigo. Vibrar de felicidade quando ele apanhou do Chorão. Para então numa madrugada de solidão pela televisão nos reconciliarmos. Pedi perdão por ignorar toda poesia e beleza que virei as costas. Dos meus preconceitos que faço favor de alimentá-los, até um dia me encher e mandar para aquele lugar. É tudo de uma perfeição e harmonia que é o meu calmante preferido no momento, e totalmente apaixonante. Antes acreditava que Epitáfio dos Titãs estaria na minha lápide, mas agora penso em colocar O Vento do Los Hermanos, como pode ser tudo tão simples e perfeito?
O Vento

Los Hermanos

Posso ouvir o vento passar,assistir à onda bater,
mas o estrago que faza vida é curta pra ver...
Eu pensei..
Que quando eu morrer
vou acordar para o tempo
e para o tempo parar:
Um século, um mês,
três vidas e mais
um passo pra trás?
Por que será?
... Vou pensar.
- Como pode alguém sonhar
o que é impossível saber?
- Não te dizer o que eu penso
já é pensar em dizer
e isso, eu vi,
o vento leva!
- Não sei mais
sinto que é como sonhar
que o esforço pra lembrar
é a vontade de esquecer...
E isso por que?
Diz mais!
Uh... Se a gente já não sabe mais
rir um do outro meu bem então
o que resta é chorar e talvez,
se tem que durar,vem renascido o amor
bento de lágrimas.
Um século, três,
se as vidas atrás
são parte de nós.
E como será?
O vento vai dizer
lento o que virá,
e se chover demais,
a gente vai saber,
claro de um trovão,
se alguém depois
sorrir em paz.
Só de encontrar... Ah!!!

Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

Heróis caídos

Um grande amigo postou em seu blog faz algumas semanas que a era de Aquário chegava ao seu fim e com ela vários relacionamentos próximos a ele. Bom ele é muito bom de profecia, sempre foi. Alguns dos meus heróis foram caídos. Casais que tinha certeza estarem destinados ao altar romperam. Sempre de alguma forma, por mais que acredite que em relacionamentos não há receitas, eles de alguma forma me inspiravam a ter um relacionamento sério. Por mais que eu tenha passado por maus bocados em questão de namoros a sintonia e a cumplicidade deles me dava forças para seguir em frente e buscar alguém para mim. Agora que meus heróis foram derrotados me pergunto no que acreditar? Uma amiga também tem uma teoria engraçada sobre relacionamentos, diz que no outono e no inverno pelo clima buscamos algo serio para viajar, ficar em casa vendo filme, queremos ser casal. Mas com a primavera e o verão queremos calor, corpos a mostra, amores de verão e fidelidade zero. Teorias e conspirações astrológica à parte, grande parte dos meus heróis caídos já arrumaram novos parceiros. Acho que era de Aquário acabou e agora a moda do verão é a dança das cadeiras. Se for para felicidades de todos acho válido, assim é a vida, uns saem outros entram em cena. Alguns serão sempre lembrados, outros rapidamente esquecidos. Assim bate o coração humano.

Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Monstros embaixo da cama


No relógio já são quase três da madrugada, e o sono não vem. Coloco uma música velha do The Killers, que me lembra de uma época em que me sentia como uma página em branco. Tudo era novidade, tudo era diferente, tudo era mais coragem. Cai uma chuva tremenda lá fora. Os cachorros dormem perto da televisão, por mais que tenha milhões de pessoas ao meu redor todos o dias, amigos, familiares, e-mails, ligações, mensagens, me sinto só. Ás vezes gosto de ficar assim, curtir um som, um livro, um vinho, sozinho. Pode ser em casa ou mesmo na rua, gosto dos meus momentos comigo mesmo. Mas hoje é diferente, sinto falta de alguém ou de alguma coisa e não sei o que é, e isso me atormenta. Uma dor que não se pode explicar, uma melancolia que chega sem avisar e sem se justificar e toma conta de mim. Sinto falta de quando era criança, quando tudo de ruim nos era poupado, e quando chorávamos sempre aparecia alguém rapidamente. Hoje administro minha vida, sentimentos, medos e tento ser melhor a cada dia, sozinho. Acendo um cigarro, coisa que faço em momentos raros e fico vendo a fumaça dançando e por cinco minutos não penso em nada. A chuva para, o sono vem, coloco meus medos e meus monstros de novo em baixo da cama e vou dormir. Crescer é aprender a dormir na própria cama, saber que os monstros não são sempre feios e malvados, dormir de luz apagada e por pior que a noite seja sempre acreditar que tudo dará certo amanhã.

Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Champanhe e cerveja


Era um salão elegante. O lustre de cristais imenso reinava no meio da sala. Ao redor dele as pessoas mais belas, elegantes, com suas roupas das marcas mais caras e desejadas da cidade. Todos muito polidos, educados, sabiam se comportar muito bem na mesa posta com cuidado, com seus talhares de prata, taças de cristais, porcelana fina e cara. Parecia um ritual de luxo e delicadezas. O champanhe gelado, os papos e grupos se formando perto ao piano. Qualquer um daria a vida para estar naquele ambiente e na companhia de tão ilustres pessoas. Mas ele não se sentia bem, sabia que tudo aquilo tinha um preço que ele não gostaria de pagar, viver de uma forma fútil, tratar pessoas que não pertencem a tal grupo com extrema arrogância, como seres inferiores. O champanhe, os ternos italianos, os vestidos franceses, as luzes ofuscantes do lustre o deixaram tonto e enjoado. Ele não conseguiria nunca ser tão superficial. Viver para valores tão pífios, ser tão egocêntrico, narcisista,viver num falso luxo e ignorar totalmente a realidade das coisas. Sua cabeça roda a mil, viu a primeira porta e como a ocasião pedia saiu à francesa. Saiu em meio a uma tempestade com seu guarda-chuva preto, sua roupa cara, estragando seu sapato de camurça pisando em poças procurando algo que fosse verdadeiro, honesto, puro. Algo que valesse a pena lutar, viver. Que não fosse apenas aparência e status. Algo que fizesse sentido. Encontrou um bar lotado, boa música, uma companhia agradável, um copo de vidro transbordando cerveja galada. E assim acabou sua noite, feliz.

Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Outubro

Mês começou calmo e acabou intenso. No começo tardes infinitas de leitura, muita música, o ócio abençoado.Me acostumando com uma criança em casa e a entender todo esse processo, choro de fome, de sono, de cólica, fraldas, mas me divertindo muito com Gabriel. Festa de uma amiga num lugar esquisito, pessoas idem, acabei amigos de todos e bebendo todas. Muitas tardes no centro da cidade, risos, petiscos e cervejinhas. Noites na augusta conhecendo pessoas e revendo outras e não preciso dizer, mais cerveja. Revendo amigos, reforçando laços, mas também desatando outros. A distância e o tempo são cruéis quando colocam pontos finais. Alguns são necessários, por mais que desejamos que tudo fosse o o contrário. Finalmente encontrei o frescor da novidade que faltava em minha vida.Passei por tempestades, dias escuros, mas um dia o sol brilhou para mim. Primavera chegou com todas suas cores, agora as coisas começam a mudar.


Domingo, 26 de Outubro de 2008

Calor


Se antes ela não dava o ar da sua graça, este fim de semana a primavera finalmente chegou. Quinta feira de chuva, seguida de uma onda de calor que chegou a ser insuportável. Isso é somente uma mostra do que será o nosso verão, estação do ano que mais adoro. Muito sorvete gelado na hora do almoço, happy hour com muita cerveja. Nada melhor que aquele papo descontraído matando a sede na cerveja, confissões, declarações e muita bobagem. Nesta época as pessoas parecem mais expansivas, divertidas, a formalidade parece desaparecer em meio ao calor. Praia também é outro programa preferido nesta época, muito sol, um bom livro e muita caipirinha. Tostar no sol conversando com amigos até o sol ir embora. Parece a grife mais cara desta estação é o bronzeado perfeito e sempre que você chegar na praia vai sentir que precisa urgentemente malhar mais quando voltar para casa. Amores de verão que duram apenas uma estação e são lembrados para o resto do ano. Sol, brisa do mar, riso, cerveja, amores, bronzeado, caipirinha, eu quero é mais.

Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Por acaso

Ele sempre dá o ar de sua graça. Ás vezes pode transformar tudo em desgraça, ou fazer importantes reviravoltas. Ninguém foge ao acaso. Ele adora mudar caminhos, planos, sonhos. Aparece sem ser convidado. Mas ele não é totalmente ruim. Muitas coisas boas são feitas pelo acaso. Um encontro casual, uma promoção inesperada, um presente. Algumas pessoas não se dão conta dos feitos do acaso. É uma pena pois ele aparece de uma forma tão perfeitamente planejada para parecer banal, casual. Por acaso chovia muito, por acaso era a avenida Paulista, por acaso era a noite do jazz. Mas nem tudo foi por acaso. Algumas coisas são tão planejadas e esperadas que por acaso fica ainda mais mágico quando acontece. O acaso também apronta umas que é de se passar horas rindo, e depois de rir por horas ainda não acreditar que é verdade. Alguns ignoram totalmente o acaso dizem que tudo já estava escrito, predestinado. Eu acredito, muita coisa acontece comigo e não arrumo explicação são muitas coincidências, encontros, desencontros. Graças aos céus o acaso tem sido muito bom comigo. Quando as coisas não saem como espero, ele mesmo arruma um jeito de colocar tudo no lugar. Por acaso em meio a avenida Paulista...